Olá a todos os leitores deste blog,

A Veja e seu mundinho cor de rosa

Capa da Revista Veja

Recentemente saiu uma reportagem na revista Veja sobre “A geração tolerância” no qual fala sobre os adolescentes homossexuais e que os jovens estão aceitando mais abertamente esta questão de homossexualidade. Na reportagem aborda que gays no Brasil agora andam de mãos dadas na hora do recreio, a sexualidade é debatida no ambiente escolar e que há toda uma aceitação dos jovens e de alguns pais de filhos gays.

A revista Veja trata da reportagem como se fosse um mundo cor de rosa, tudo lindo, tudo maravilhoso, todo mundo tolerante, sem preconceito e por aí vai. Eu achei em minha opinião esta matéria muito fantasiosa e fora da realidade na qual vivemos, pois na revista disse que casais gays andam de mãos dadas na hora do recreio, eu queria saber que escola é essa onde ocorre isso com naturalidade? Escola da rede pública? Eu duvido muito disso.

Para a revista Veja é as mil maravilhas, mas só que eles se esquecem de realmente trazer ao leitor que a realidade é outra. A Veja só cita os homossexuais e dá uma falsa impressão de que está tudo ótimo. Será mesmo se um casal gay andar de mãos dadas em uma escola pública aqui no Rio de Janeiro as pessoas olharão de forma natural? Hmmmm deixea eu tentar adivinhar, o casal irá andar de mãos dadas e outros garotos irão para cima do casal enquadrar os 2 rapazes e ainda dar umas porradas e nada acontecerá, hmmm será que eu estou exagerando??? Ou sendo realista?

A reportagem só aborda que os homossexuais estão sendo bem aceitos dando aquela impressão de um mundo cor de rosa, não falam sobre a realidade das travestis e trans, do preconceito, da humilhação que elas sofrem por serem travestis e transexuais. A revista Veja quer criar um conto de fadas para tentar enganar não sei quem. Porque ao invés de contar histórias para boi dormir não mostra a realidade, o preconceito que os homossexuais, lésbicas, travestis e transexuais sofrem?

Porque não fala que as travestis quando se hormonizam e ficam mais femininas são expulsas de casa de uma maneira degradante e tem que se virar indo para a prostituição, sofrendo todo o tipo de preconceito de toda a parte da sociedade, sendo agredidas física e verbalmente por essa sociedade mesquinha e que não enxerga a diversidade? Mas quando é para falar que ocorreu uma polêmica envolvendo jogador de futebol vira reportagem de capa da revista. Quando ocorre morte, assassinato, prisão e tudo o que é de ruim eles incluem as travestis deixando assim mais marginalizadas.

A revista veja diz que os pais aceitam tudo numa boa que até trazem o namorado para conhecer os pais, bem eu gosto de travestis, quando assumi esse gosto foi uma confusão tremenda e nem sequer posso trazer uma travesti aqui em casa para apresentar a família. Então que mundo é esse que a revista Veja vive? No meu mundo as pessoas me olham torto quando digo que gosto de travestis, alguns gays ridículos ficam rindo e achando que também sou gay e por aí vai.

No meu mundo quando eu ando com uma travesti na rua somos olhados com olhar de desaprovação, risinhos e piadinhas. No meu mundo não há leis que protegem os homossexuais e condene a pratica da homofobia, no meu mundo gays, lésbicas, travestis e trans são assassinados por homofobia. No meu mundo onde eu moro eu não vejo 2 gays andando de mãos dadas como citado na reportagem. No meu mundo é tudo diferente do que é mencionado na revista Veja.

Eu sei que pode ter uma aceitação quando estamos em bairros onde tenham pessoas de alto poder aquisitivo como a Zona Sul do Rio de Janeiro onde há bastante diversidade, gays podem andar de mãos dadas tranquilamente e por aí vai. Mas na Zona Norte o subúrbio carioca não tem nada disso. As pessoas são bem mente tacanha, comportamento típico de quem não tem muita instrução e de classe mais baixa que não tem ou não teve a oportunidade de ser educado para lidar com as diferenças.

Então eu Wesley Ursão vivo num mundo realista e não num conto de fadas de um mundo cor de rosa como a revista veja mostra nessa matéria. É como dizem por aí “Leu na Veja? Azar o seu!”

Quem quiser comentar fique a vontade.

Abraços.