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Travestis reivindicam o uso do nome social nos documentos

Eu li no blog do ASTRA Rio a notícia que travestis reivindicam o uso do nome social nos documentos de identificação. As travestis aproveitaram a decisão da Receita Federal de incluir o companheiro ou a companheira como dependente na declaração do imposto de renda para reivindicar a inclusão do nome social nos documentos de identificação.

De acordo com a vice-presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, Marjoire Marchi, a medida não alcança a categoria da mesma forma que beneficia gays e lésbicas. Embora seja uma ótima iniciativa e importante na garantia de direitos para casais homoafetivos.

“Gays e lésbicas têm uma situação social confortável a ponto de suas reivindicações serem: menos preconceito no mercado de trabalho, na escola, a possibilidade da união civil e a criminalização da homofobia. Para nós, são bandeiras, mas não são as principais. Ainda precisamos existir nos nossos documentos. Não existimos para o Estado”, criticou.

Marjorie explica que sem direitos civis e sociais, mesmo que a união estável fosse aprovada no país, como ocorreu na Argentina há duas semanas, os travestis continuariam à margem das mudanças sociais.

“Travestis e transexuais têm inúmeros direitos negados, como frequentar uma escola, trabalhar. Nossa luta ainda está atrás da de gays e lésbicas, que já pensam no casamento. Eu não quero me casar, por exemplo, com meu nome de homem. Travestis não são homossexuais”, disse.

Trecho retirado do blog ASTRA Rio.

A utilização do nome social para travestis e trans já é permitida em alguns estados brasileiros. Para regulamentar a situação no país tramita na Câmara dos deputados um projeto de lei da deputada Cida Diogo (PT), apresentado em 2008.

De acordo com o movimento, que defende o reconhecimento da identidade travesti como gênero feminino, a proposta, que cria a possibilidade da utilização do nome social ao lado do nome oficial nos documentos, esbarra na burocracia e no preconceito.

Nota: Alguns trechos foram retirados deste post do blog ASTRA Rio

Opinião do Diário T-Lover

Sem dúvida o movimento gay está bem mais a frente do que a classe das travestis e transexuais veja que a sociedade já não vê mais com maus olhos quando se trata de casais do mesmo sexo, isso é um assunto que as pessoas discutem e é claro que há o preconceito. Mas a classe das travestis e transexuais é vista de uma maneira totalmente diferente. A classe das trans ainda é muito discriminada hoje em dia.

Um exemplo disso é você andar de mãos dadas com uma travesti na rua em plena luz do dia, eu faço isso e percebo que algumas pessoas ou todo mundo nos olham como se fosse algo de outro mundo. Veja que para as travestis terem direitos passam por um monte de burocracia, a travesti ainda está a margem da sociedade. Mas aos poucos isso vai mudando, o que ajuda a sociedade discriminar as trans é a própria mídia televisiva.

Veja que em jornais e noticiários quase nunca mostram a travesti que é bem sucedida, que fez algo de bom, que ajudou alguém. Quando isso ocorre não é noticiado, mas quando há uma quadrilha de travestis que roubam os clientes em alguns pontos a mídia televisiva faz questão de colocar. Então a atitude de algumas travestis que não é exemplo para a sociedade mancha a imagem de todas as outras que são dignas, educadas e cidadãs.

Travesti também é cidadã e tem o direito de ser quem é, tem o direito de sair a qualquer hora do dia, fazer suas compras, ir ao salão fazer o cabelo, ir a academia, etc. Sem ser alvo de chacota ou preconceito. As trans têm o direito de ir e vir como todos, elas tem o direito de concluir seus estudos e ser incluída de forma positiva na sociedade, porque só assim elas não precisarão se prostituir para sobreviver e poder entrar em um emprego formal e ser melhores vistas pela sociedade.

Para acontecer isso eu insisto que deve haver da parte do governo e da mídia uma conscientização da inclusão social das travestis e transexuais para que as pessoas passem a enxergar a travesti como uma mulher guerreira e batalhadora. Aos poucos vamos mudando esse quadro para melhor até a travesti aqui no Brasil ser tratada como dama o que já acontece na Europa.

E você o que acha disso? Sinta-se a vontade para comentar.

Abraços.