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A vida na pista é cruel e sombria

Começo a semana falando sobre a vida na pista que muitas travestis tem que se sujeitar para sobreviver, eu já comentei em outros posts sobre a realidade e preconceito que as travestis sofrem. Não estou querendo dar a entender que toda a travesti vive a margem da sociedade, não é isso estou postando essas opiniões porque infelizmente essa realidade faz parte da vida de muitas travestis e serve também para você refletir antes de querer desprezar uma travesti achando que a vida dela é moleza.

Vi no Youtube nos favoritos do meu amigo que tem o Nick “ViciOzzo” uma reportagem do Profissão Reporter que fala sobre as travestis de Belém que vão para São Paulo se prostituir, muitas dessas moram em comunidades pobres em Belém e vão para São Paulo porque as cafetinas dizem que lá irão ganhar muito dinheiro e realizar seus sonhos. Mas quando chega na hora a realidade é bem diferente do que é dito.

Só acho que esses tipos de programa de reportagem poderiam também mostrar sobre travestis bem sucedidas, travestis empreendedoras que tem seu próprio negócio, emprego formal e vida longe das ruas, mas esta matéria mostra a realidade cruel das travestis nas ruas. É o que sempre digo quando a família expulsa de casa ela tem que sobreviver e algumas sem opção tem de ir para as ruas se prostituir.

Vejam abaixo a reportagem e logo em seguida falarei um pouco

Sei que é doloroso assistir este tipo de reportagem, mas infelizmente é a realidade que muitas travestis passam para poder sobreviver, se você ainda acha que travesti é apenas um “homem que se veste de mulher por capricho” você está redondamente enganado. Como uma amiga minha diz “Mulher é necessidade, travesti é luxo”, ou seja, a travesti tem necessidade de ser mulher e ser travesti não é para qualquer uma, pois tem que encarar muito preconceito e discriminação.

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