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Casa da Maitê: Travestis são fadas

Texto retirado do site A Casa da Maitê

Fadas, segundo a crendice popular, são criaturas que podem aparecer e
desaparecer num piscar de olhos. Mudam de forma quando sentem vontade. Deixam
sorte e felicidade por onde passam. São aparentemente frágeis, mas muito
poderosas. Só as pessoas intuitivas podem percebê-las.

As fadas são diferentes entre si, de acordo com a região ou a atividade a
elas relacionadas. São geralmente pequenas, podendo ter alguns poucos
centímetros a até um metro de altura. Algumas delas contam com a habilidade de
assumirem formas e dimensões humanas, quando são classificadas como “fadas
gigantes”.

Travestis também são diferentes, tanto no modo de se vestir, agir e pensar.
Variam na forma e tamanho, bem como na quantidade de hormônio e silicone
aplicados. São poderosas, por ousarem remar contra a maré da naturalidade
imposta pela sociedade, e buscar sua verdadeira essência.

As fadas não habitam este mundo, no entanto há lugares e ingredientes mágicos
que fazem com que a fronteira entre o seu mundo e o nosso diminua. Quando isso
acontece é possível vê-las durante breves instantes ou mesmo algumas horas! As
fadas são seres reais, mas que possuem um corpo real, que trabalham e vivem no
mundo astral onde se encontram em espera todos os votos, todos os desejos dos
humanos. Esses desejos encontram-se no mundo das Fadas à espera para serem
realizados no mundo real. Travestis parecem não habitar nosso mundo também, por
não ser-lhes concedido o direito de viver durante o dia e somente poderem
circular à margem de nossa sociedade hipócrita e ainda com morais antigas e já
em desuso. Travestis, assim como as fadas, estão vinculadas a atender os sonhos
e desejos de mortais. São partes da fantasia de muitos e realidade de alguns,
que ousam permitir esta viagem ao mundo da Diversidade.

Por estarem associadas a mitos pagãos, os líderes religiosos da Idade Média
rotularam as fadas de “espíritos demoníacos”, tentando desmistificá-las nos
antigos ritos e crenças encontrados em toda a Europa. Contudo, existem
referências a elas por todos os cantos do globo. No Japão, crê-se que podem ser
encontradas em certos bonsais sagrados. Na África, elas são invocadas
para obter certos favores. No Brasil as travestis também foram tidas como sujas,
pecadoras e malditas, e ainda nos usam em troca de favores, mas não perdemos
nossa força e graça, e continuamos a abanar nossas asas (com ou sem
silicone!)

As fadas, assim com as travestis, existem há muito, muito tempo…

Segundo James Matthew Barne, o autor da obra “Peter Pan” a primeira fada
nasceu com o sorriso do primeiro bebê. A primeira travesti surgiu com o
descontentamento de não conseguir ver-se no espelho. Um corpo masculino que
havia necessidade de ser transformado, ou vive-versa. Seriam as
fadas-vampiros?

Apesar de apresentarem uma forma quase humana, as fadas não são animais, mas
sim seres elementares. São personificações de elementos da natureza como a água,
o fogo, o ar ou a terra, e é por isso que são tão instáveis. Boas ou más…
Quando se trata de saber com o que podemos contar é completamente indiferente! É
impossível saber o que uma fada pensa ou como vai reagir a seguir.Geralmente
vivem em grupo, mas também existem fadas solitárias. Creio sermos todos os
cidadãos, iguais às fadas, concorda? Com nossas dualidades, altos, baixos,
devaneios, acertos e loucuras…

A maioria das fadas não são conflituosas, mas são implacáveis no que toca à
defesa do seu grupo ou território contra agressões externas (outras
fadas,animais ou humanos). O que se sabe é que cada fada, assim como as
travestis, têm sua própria natureza e são diferentes umas das outras. Assim,
existem aquelas que devemos evitar, da mesma maneira que evitamos àquelas
pessoas que consideramos indesejáveis.

As fadas e travestis gostam de beleza e luxúria e seus contos geralmente
falam de muito ouro e pedras preciosas. Close, glamour e poder. É preciso levar
em conta que vivem em um plano em que o pensamento é ação e criar a partir de
sonhos é sempre muito fácil.

Será que as fadas são imortais? Acredita-se que não, uma vez que existem
muitas estórias nos contando a respeito de funerais de fadas. Entretanto, como
contam outras estórias, podem viver entre 400 a 1000 anos. Se elas se
reencarnam, ninguém sabe dizer.

As fadas, bem como suas parentes próximas morfologicamente delineadas a seu
bel prazer, são seres extremamente sensíveis. São facilmente magoáveis e esta é
a principal razão pela qual são chamadas por termos carinhosos. Quando você
estiver em estado alterado de consciência, precisa ser cuidadoso com elas, não
olhar para as plantas de seus pés, não elevar a voz ou assustá-las arremessando
algo em sua direção. Cuidado filhinhos de papai, ao fazerem destes seres humanos
(e alados!) alvos de sua homofobia ou canais de exteriorização odiosa de repúdio
à sua própria homossexualidade. O feitiço pode virar contra o feiticeiro!

A mística Suelen Willians diz que ter uma boneca em forma de fada no quarto
traz bons fluídos e proteção. Quem sabe se você possuir uma fada-boneca seria o
melhor caminho para transformar seus sonhos em realidade? Este é um dos seus
grandes dons destes seres mágicos e tão pouco compreendidos.

Um aviso: jamais espie o banho das fadas na cachoeira. É um ritual mágico e
secreto. Quem desobedecer mergulhará no mundo da fantasia e não conseguirá mais
voltar para a vida real. Mas afinal, quem prefere viver a dura realidade a viver
eternamente embalado por este conto de fadas?

Maite Schneider
http://www.casadamaite.com
casadamaite@gmail.com

Ótimo texto feito pela Maitê, ela relata como são as fadas e a vida dura das Travestis e Transexuais que não é nada fácil ser discriminado por todos os lados e todos os meios. As Travestis e Trans merecem mais respeito pois elas são seres humanos, são mulheres doces e com sua simpatia, beleza e muito charme encantam diversos homens. Elas conseguem ser mais femininas do que muita mulher biológica.

Travesti sabe ser mulher! Travesti é batalhadora, a Travesti merece nosso respeito e consideração.

Casa da Maite: Plano de Saude GLBT – em São Paulo, sua melhor opção!

Fonte: Casa da Maite

Vi este post no site “Casa da Maite” e achei super interessante e compartilhar-las com vocês.

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Casa da Maitê: Tenho vontade de terminar meu casamento e ir morar com uma travesti. Será que por gostar de travesti eu sou gay?

Texto tirado do site http://www.casadamaite.com/node/7991

Olá tudo bem? Eu me chamo Guilherme tenho 32 anos e sou casado, mas tenho muita atração por travestis. Tenho vontade de terminar meu casamento e ir morar com uma travesti. O que será que devo fazer pois, no momento, estou gostando mais de travesti do que de mulher, e isso eu não consigo mais controlar. Será que por gostar de travesti eu sou gay?

LETICIA LANZ RESPONDE:

Caro Guilherme,

Gostar não depõe contra ninguém. Odiar, sim, é fato muito feio e vergonhoso. Ter prazer não é vergonha pra ninguém. Desconforto e desprazer são, sim, coisas muito feias e vergonhosas. Todo mundo devia fazer tudo para ser feliz pois, pessoas infelizes, acabam contribuindo para que outras pessoas sejam infelizes também.

Senti você confuso não apenas quanto ao seu sentimento, mas também – e sobretudo – quanto à sua sexualidade. “Será que eu sou gay?” é algo que parece lhe incomodar muito mais do que a idéia de “correr atrás do seu desejo, fazendo aquilo que lhe dá prazer”. Essa preocupação “mais do que exagerada” pela orientação sexual é muito comum entre homens, cuja educação estimula tanto um “embotamento” dos sentimentos quanto um medo tremendo de “manchar a própria masculinidade” praticando alguma forma de “sexualidade errada”.

Acontece que não existe nenhuma sexualidade certa e nenhuma sexualidade errada. Apenas “convencionou-se” que homens devem fazer sexo com mulheres, assim como mulheres devem fazer sexo com homens. Essa é uma idéia baseada na crença (basicamente religiosa) de que o sexo é algo sujo e pecaminoso, devendo destinar-se exclusivamente à reprodução.

Você, felizmente, está descobrindo que o sexo é uma infinita fonte de prazer existencial. E que, felizmente, vai muito além do simples propósito de reprodução.

As mulheres evoluíram muuuuuuuuuuuuuuuuito nesse sentido. Inclusive, já são capazes de se reproduzirem por si mesmas, sem nenhuma ajuda presencial de um homem. Basta que decidam por ter um filho e se dirijam a um Banco de Sêmen…

Os homens, ao contrário, permanecem na “idade da pedra”, em termos de sexo, sexualidade e prazer.
Sua maior preocupação não é a de “ter prazer” mas a de “manter a imagem da masculinidade”. Morrem de medo de “não serem” ou “deixarem de ser homens”, por terem feito isso ou aquilo que, dentro do vetusto e ultrapassado “código da masculinidade” possa vir a depor contra eles.

Já notou que as mulheres nunca “se pelam” nessa dúvida cruel de se são ou não mulheres por fazerem isso ou aquilo? Elas não estão nem aí. Brincam entre elas, andam de mãos dadas na rua, se beijam, se abraçam, dormem juntas, vestem-se com roupas masculinas, etc, etc, sem jamais “entrar em parafuso” com essa pergunta absolutamente ridícula: será que eu sou gay?

E se você for gay, hein? Que diferença faz? Em que é que o fato de você ser ou não gay vai contribuir para que você seja uma pessoa melhor ou pior nesse mundo? Quem lhe disse que o “certo” é ser “hetero” e o “errado” é ser gay, como você deixa transparecer na sua pergunta tão “perturbadora” quando “desproposital” e nonsense: – será que eu sou gay por gostar de travesti?

Notou que lhe importa muito menos o fato de “gostar” – que deveria ser o seu principal objeto de atenção – do que o fato de “ser gay”, que não tem a menor importância no contexto da sua felicidade e satisfação pessoal nesse mundo?

Será que você está querendo dizer que é preferível sofrer, padecer, reprimir-se e repudiar o seu desejo por travesti do que “correr o risco” de ser reconhecido como “gay” pelos outros? Você não acha muita tolice desprezar o seu “desejo real” em nome da manter uma “fachada” daquilo que a sociedade chama de masculinidade?

Antes de mais nada, diga-me o que é ser homem? E diga-me, também, o que distingue um homem de uma mulher ou de uma travesti? A propósito, o que é masculinidade? O que é feminilidade? Tente responder a essas questões e a sua cabeça vai dar um nó sem tamanho pois, apesar de serem coisas que a gente defende de unhas e dentes no dia a dia, ninguém sabe dizer exatamente o que é, exceto “moralistas”, “pregadores fundamentalistas” e outros embusteiros que baseiam suas conclusões dos seus próprios preconceitos e/ou se baseiam em idéias de cinco mil anos atrás ou mais.

Se a “sociedade” diz que a união deve acontecer entre um homem e uma mulher – e não entre um homem e uma travesti – caberá a você decidir como é que você deseja posicionar-se em relação a isso. Uma coisa é o que a sociedade diz; outra coisa é o que lhe diz o seu coração, o seu corpo e a sua cabeça. Para onde pende o seu “querer” mais íntimo e verdadeiro? O que vale são as suas respostas, não as respostas prontas que a sociedade tem para lhe oferecer.

Você gosta de fazer sexo com travesti? Faça. É isso que deixa você feliz? Pois então, o que está esperando? Ponha de lado essas perguntas tipo “isso é/não é coisa de macho?”, “isso é/não é coisa de gay?”, cujas respostas não terão jamais nenhuma importância concreta na definição da sua felicidade. E daí se for “coisa de gay”? E daí, se você for gay? Será que você será menos “você”, sendo gay, isto é, tendo orientação homossexual? Será que é bom pra você continuar vendendo por aí uma imagem de “macho hetero”, e vivendo uma vida miserável, totalmente infeliz por não estar sendo a pessoa que é e por não estar fazendo aquilo que o seu coração, seu corpo e a sua cabeça desejam?

Amar travestis não é crime e ser gay também não é. E o que importa mesmo é a relação entre duas pessoas humanas, independente de que rótulos elas tenham recebido por parte da sociedade.

A única consideração que eu teria para lhe fazer não tem nada a ver com você gostar de travesti e ser ou não ser gay. Como eu já lhe disse, essas coisas não fazem e não farão a menor diferença na sua história de vida.

O que realmente me chamou a atenção é de você estar casado com uma pessoa, no caso uma mulher, e estar tendo relacionamentos fora do casamento, motivado por insatisfação da vida a dois. Se fosse o contrário, ou seja, se fosse a sua esposa que estivesse se relacionando sexual e/ou afetivamente com outras pessoas você ficaria satisfeito com isso?

Em vez de você se perguntar uma tolice dessas – se é ou não gay por gostar de travestis – deveria se perguntar se é bom pra você permanecer dentro de uma relação sem querer realmente ficar nela. E pior: se é justo “trair” uma relação firmada com outra pessoa e que está lhe servindo apenas de “fachada pública” pois, como você disse, gostaria de terminar seu casamento e ir morar com uma travesti. Fora os eventuais problemas de promiscuidade da sua parte, que podem afetar a sua companheira, não é legal de maneira nenhuma trair os sentimentos ou os desejos de outra pessoa, seja ela uma mulher, um homem ou uma travesti, tal como você está fazendo, permanecendo dentro de um casamento onde você não se sente nem feliz, nem realizado nem satisfeito.

Ser ou não ser gay por gostar de travesti, repito, não tem nada a ver. São só preocupações machistas totalmente bobas e sem sentido. Pare com isso, ouça o seu coração, o seu corpo e a sua cabeça e vá atrás do seu desejo, da sua felicidade.

Agora, se não está bom ficar casado – seja com uma mulher, com um homem ou com uma travesti, pouco importa – se não é isso que você quer, caia fora da relação. Não fique ao lado de alguém só por conveniência, para manter uma “máscara” social aceitável. Isso faz muito mal, tanto pra você quanto pra outra pessoa.

Espero que você reflita sobre tudo isso e vá atrás do seu desejo. Você é a única pessoa que pode fazer por você.

Beijos,

Letícia Lanz

Se você tem alguma dúvida….. mande seu relato, com o maior número de detalhes possíveis e seja atendida no Divã da LANZ – um lugar especial que irá acolher seu coração e te mostrar novos horizontes. Escreva para casadamaite@gmail.com

Mais textos sobre diversidade em http://www.casadamaite.com

Blog da Maitê: Tratamento com Segurança – Uma análise da terapêutica transexual

Fonte: Casa da Maitê

A busca ao ideal de beleza e estética sempre foi algo arraigado
nas culturas das civilizações ocidentais. Quando a questão torna-se ainda mais
ampla, e a mudança é mais do que somente estética – é terapêutica (como nos
casos de transexuais), este desejo pode vir a ser o seu sofrimento, se não
refletirmos primeiramente a questão da saúde.

Para as transexuais, beleza não é fundamental, como diria o
poeta. Para as transexuais, fundamental é conseguir mudar seu corpo exterior,
que não condiz em nada com sua constituição psíquica e mental. É mais do que
possuir um corpo exuberante, e uma plástica perfeita. É libertar, através de
mudanças hormonais e cirúrgicas, o verdadeiro “EU” da transexual.

Os recursos disponíveis nos dias de hoje são muitos e estão cada
vez mais especializados. Os tratamentos hormonais trazem as características
secundárias almejadas pela transexual e as intervenções cirúrgicas, fazem as
demais mudanças necessárias e imprescindíveis. A psiquiatria, psicologia,
endocrinologia e outras áreas da medicina que se envolvem na abordagem do
transexualismo evoluíram muito seus estudos e experimentações. A(O) transexual
dispõe de todos estes recursos. Deixou de ser vista(o) como um alienígena.
Passou a ser tratada(o) como um ser humano com um problema: o de não estar em
sincronia de seus lados físico e psíquico.

Entretanto, toda evolução traz também sua carga negativa e
onerosa. Surgiram equipes médicas e clínicas clandestinas, operações mal feitas
e tratamentos enganosos baseados neste grupo “frágil” (transexuais), que busca
como caminho para a felicidade plena a realização de sua mudança física
completa. Transexuais, nesta ânsia de mudança, são guiadas(os) através de
indicações ou propagandas mentirosas, para estas clínicas e profissionais não
qualificados.

O alerta está feito e deve ser divulgado: A SAÚDE DA TRANSEXUAL
CORRE PERIGO!!!

Isto mesmo, todo transexual tem direito a um tratamento digno,
humano e sério. Mas cabe também aos transexuais denunciarem clínicas que estejam
se aproveitando da “vontade maior de mudar” destas pessoas, bem como médicos que
somente estão vendo esta camada de cidadãos como objeto fácil para um dinheiro
simples de se obter.

Sou ciente de quão importante é igualar os “eus” interior e
exterior; contudo, o mais importante é, sem dúvida, a sua saúde. Buscar bons
profissionais sempre, para um acompanhamento hormonal e terapêutico, é algo que
cabe à transexual. Denunciar mal-atendimento e médicos sem competência,
também.

Não deixem que façam de seu sonho, um pesadelo… Lembre-se que
outras transexuais poderão estar passando pelas mãos do mesmo “profissional”
.

http://www.casadamaite.com/

Maitè Schneider: Por que os homens gostam de Travestis?

Fonte: Midia Independente

Porque os homens gostam de Travestis? Diario T-Lover

Desejo por Travestis
Por Maitè Schneider 20/08/2003 às 21:23

No começo era o amor, descobriu-se o tesão, iniciou-se a confusão. Que os seres humanos são complexos todos concordam. O que muitas vezes não conseguimos admitir é a diversidade que nos cerca no que tange sentimento e sexualidade. Somos tão plurais que não existimos sozinhos.

Raramente vivemos como ermitões, por mais sozinh@s que possamos estar.
Dentro desta amplitude de variações, orientações e condições sexuais, e por que não dizer, sentimentais, nos defrontamos com tabús, preconceitos e muita ignorância. Por que temos que sempre separar sexo de sentimento? Não falo de amor (somente!), mas refiro-me a sentimentos no sentido mais puro que existe: o de coisas que mexem com nosso interior, necessidades e vontades. Antes de iniciar meu texto propriamente dito, gostaria que parássemos de vez com este medo que quase sempre nos envolve. Solte-se! Libere-se! Seja você mesmo em sua essência, sem máscaras ou enganações.
Pronto, agora que você consegiu este importante passo, vamos refletir juntos. O que é o diferente? – Aquilo que não faz parte de nós mesmos em lugar nenhum de nosso íntimo. O que é o anormal? – Aquilo que não desejamos, que julgamos pecado, sujo, maldito e impuro. O que é errado no que diz respeito a sexo e sentimento? – Nada. Isto mesmo, nada que nos faça mais felizes e que não prejudique terceiros pode estar errado (Quando falo prejudicar, não me refiro a questionamentos morais e religiosos. Cada qual sabe o que é eticamente moral e politicamente correto no que tange suas crenças e sua fé).
Agora vou falar do assunto que me trouxe aqui: o desejo pelas travestis. Não procurarei explicar quem são as travestis, nem como elas pensam, o que desejam e com o que sonham. Irei neste artigo, abordar o interesse de homens (em grande escala) e também de mulheres (em menor escala) por travestis. Fiz esta enquete em meu site, durante algum tempo obtive respostas curiosissímas que me levaram a refletir muito sobre todo este mistério que envolve o tesão e prazer, por estes seres que muitas vezes são incompreendidos e marginalizados infelizmente: as travestis.
Repito que este é somente um artigo e não possui cunho científico algum. É somente para ampliarmos a visão do mundo que nos cerca e das diversas pessoas que nele convivem. É um artigo para que deixemos um pouco de lado nossas certezas, e possamos imaginar que muitas são as verdades neste quebra-cabeças da vida.
Não poderia eu deixar de mencionar, em primeiro lugar, os vários pontos comuns que encontrei nos depoimentos que colhi nesta pesquisa:
Quase 80% se declararam fãs de travestis devido à dualidade feminino/masculino.

(mais…)

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