Artigos com o marcador Dia-a-dia
A falta de argumentação desvirtua qualquer debate sério
12/03/10
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

Venho com este post falar de algo muito comum em comunidades no Orkut e em debates onde algumas pessoas não têm capacidade de argumentar algo sério e embasado pode desvirtuar um debate em que o foco é na seriedade e no ponto de vista de todos os participantes. Uma pessoa quando perde os argumentos parte para a agressão verbal desvirtuando todo o tópico sobre um debate sério.
O que acontece nas comunidades?
Bem estou em uma comunidade de uma casa noturna que é localizada no estado do Rio de Janeiro, nesta comunidade pessoas que freqüentam ou pretende freqüentar um dia a casa noturna trocam idéias, marcam encontros e se interagem entre si. Abordamos diversos assuntos, colocamos nosso ponto de vista sobre o assunto e assim caminha a comunidade. Ano passado depois de freqüentar muito aquele local criei um tópico apontando os contras e o que poderia melhorar na casa noturna.
T-Lover Cast episódio número 5
09/03/10
Olá meus amigos leitores do Diário T-Lover,

Depois de muito tempo sem postar o T-Lover Cast, finalmente hoje eu gravei e já está no ar o 5º episódio do T-Lover Cast que é um podcast do Diário T-Lover. Nele eu falo um pouco de como foi o carnaval, um pouco sobre as novidades, um pouco sobre a minha ida a rádio e várias outras coisas.
O T-Lover Cast também tem o momento clássico dos salves para o pessoal e caso deseje um salve, deixe um comentário abaixo neste post com seu nome para no episódio que vem mandar o salve. O podcast agora é quinzenal, pois devido a diversas coisas que faço não estava dando para manter semanal. Então de 15 em 15 dias eu gravo um novo.
Bem espero que vocês gostem desse episódio e para escutar basta clicar em play.
T-Lover Cast
Abraços.
Porque os inimigos insistem em pegar no meu pé?
04/03/10
Olá a todos do Diário T-Lover,

Venho postar algo que os leitores que acompanham este blog já devem saber, devido a eu falar publicamente que gosto de Travestis e Trans há alguns anos atrás, diversos grupos de perfis falsos que na verdade são pessoas carentes de atenção vieram para me xingar, ameaçar e tentar me denegrir. Nesse post vou falar como estes ainda continuam pegando no meu pé e digo como eu me dou com tudo isso.
Os inimigos de Ursão
Os meus inimigos são claro, pessoas que são inseguras de sua própria sexualidade, carentes de atenção, na maioria das vezes moleques que não tem mais o que fazer na internet a não ser trollar. Desde quando assumi meu gosto por travestis os trolls de Orkut vivem a pegar no meu pé. São pessoas covardes que acreditam no anonimato da internet para criarem diversos tipos de personalidades.
OFF: Falando um pouco do verdadeiro Rebolation
04/03/10
Olá leitores do Diário T-Lover,

Mostrando que esse blog está cada vez mais diverso falando sobre Universo T e os demais variados assuntos, hoje falarei um pouco sobre música eletrônica e a verdadeira dança do Rebolation, que é uma dança a partir do electro house. Muito diferente desse axé que está tocando no Brasil.
O Rebolation é um tipo de dança em que você se movimenta como se estivesse andando, mas fazendo passos interessantes e legais. Cada pessoa tem um diferencial ao dançar rebolation, existem vários vídeos no Youtube que mostrarei aqui alguns deles. Há também um tutorial de como dançar rebolation e saber os passos.
Rebolation é dança de música eletrônica mais especificamente do electro house e não esse modismo de axé que o cara canta “É rebolation tion…”. Isso é ridículo, agora rebolation virou referencia a esta música que de Rebolation não tem nada. Rebolation de verdade é do Arthur Foc que tem um canal no Youtube com tutorial e a dança.
Veja um exemplo de rebolation com o vídeo de “Ralph FritoW” no Youtube, veja o vídeo abaixo:
Isso é a verdadeira dança, escute o estilo de música, um estilo totalmente bacana, um ritmo dançante, um ritmo que toca em boate de estilo, um estilo de música onde você escuta em ambientes agradáveis diferente desse “rebolation” abrasileirado dando a entender como se fosse algo de “rebolar”.
A música eletrônica mais especificamente o House music são tocados em boates GLS, acho muito bacana isso, por isso que eu adoro boate GLS por causa das músicas que são de ótima qualidade e quando tem T-Gatas ficam melhor ainda.
Não há nada melhor que curtir uma boate bacana, escutando house music e curtindo com a sua T-Gata na balada, beijando na boca, etc. Uma noite assim é muito bom! Agora passar a noite escutando ritmos em que você não curte como no meu caso o funk (Me desculpem os funkeiros) eu até vou embora mais cedo.
Já virei muitas noites em baladas, agora eu estou mais calmo e tranqüilo. Gosto de ambientes calmos, onde você possa sentar para trocar uma idéia e tudo mais.
Mas concluindo o assunto sobre Rebolation, é uma dança derivada do electro house e não esse axé que inventaram depois e tá virando moda. Então não se deixe enganar o verdadeiro Rebolation é o que postei no vídeo acima.
Este post fugiu um pouquinho o tema do blog, mas como estou postando conteúdos diversos e sei que tem pessoas que curtem música eletrônica e até dança o Rebolation fiz este post.
Um grande abraço e se quiser comentar, sintam-se a vontade.
Serviço público no Brasil e a qualidade destes serviços
02/03/10
Olá a todos do Diário T-Lover,

Hoje venho com um texto em que todos devem passar por essa situação no Brasil inteiro, de norte a sul, de lesta a oeste. Os serviços públicos e a péssima qualidade destes mesmos. Falarei neste post como eu perdi praticamente 1 dia no Banco da Caixa Econômica Federal. Perdi quase 1 dia somente para uma abertura de conta, isso mostra como o serviço público anda uma porcaria.
Terça Feira dia 02/03/2010 saio eu de casa às 10hs da manhã e vou à agência da Caixa em Pilares, chegando lá passei tranquilamente pela porta que detector de metal, eu peguei a minha senha, mas só que na fila já haviam uma cacetada de gente na frente esperando, meu número era 832 e estava quando cheguei em 810. Sentei lá, esperei, esperei e esperei, pois só tinham 2 gerentes atendendo toda a demanda, tinha um rapaz e uma mulher que era lerda para caramba.
Diario T-Lover na Radio Bandeirantes neste Domingo
27/02/10
Olá meus caros leitores do Diário T-Lover,
Venho trazer a vocês mais uma novidade bacana, neste domingo dia 28/02/2010 eu estarei participando do programa Debates Culturais que
passa todo Domingo na Rádio Bandeirantes 1360 AM no Rio de Janeiro as 13hs.
Eu fico muito feliz por receber este convite e agradecer o GLS Legal por ter me citado Domingo passado 21/02/2010 no programa. Estaremos lá novamente agora com a minha presença do Wesley Ursão na rádio. Eu falarei sobre o Diário T-Lover e também falarei sobre as Trans.
Horário: 13:00 às 15:00
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Estação: 1360 AM – Rio de Janeiro
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Telefone do estúdio para participar ao vivo: (21) 2543-1360
Então quem tiver um tema a sugerir podem deixar seu comentário abaixo para debatermos na rádio.
Abraços
Confusão em bloco no RJ por causa de um beijo
22/02/10
Olá a todos do Diário T-Lover,

Deu ontem (21/02/2010) no Fantástico o caso de duas moças que foram presas só por estarem se beijando, vocês podem acompanhar a matéria no portal G1 que reproduzirei abaixo:
Um beijo entre duas jovens de 17 e 18 anos provocou confusão durante o desfile de um bloco de carnaval na tarde deste sábado (20), no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio. No empurra-empurra, um policial foi atropelado e quebrou o pé. Além disso, dois rapazes foram presos, acusados de agressão. O caso foi registrado na 14ª DP (Leblon).
A denúncia foi feita por um homem de 50 anos e movimentou várias guarnições policiais. Com a chegada dos PMs, houve revolta de outros participantes do bloco, que defendiam o direito das moças se beijarem.
“Ele disse que viu duas moças se beijando e pensou que uma era menor de idade. Ele achou que nesse caso seria errado uma menor de idade beijando outra maior de idade. Mas, pelas testemunhas, se verificou que não houve nenhuma corrupção de menores”, avalia o delegado Gustavo Valentini.
A mais velha, que preferiu não se identificar, acha que foi vítima de discriminação sexual. “O meu beijo não tinha nada de agressivo, é um beijo como qualquer outro beijo de carnaval, uma coisa que acontece. Não precisava ter causado a confusão que causou”, defendeu-se.
As jovens beijoqueiras foram liberadas, com a garantia do delegado de que beijar não é crime. “Se não houve corrupção de menores, ou violência ou grave ameaça, não é crime”.
Agora eu me pergunto, porque um simples beijo de carnaval tornou-se uma confusão dessas? O senhor de 50 anos achou que se tratou de corrupção de menores, mas oras uma tinha 17 e outra de 18, então não há em hipótese alguma corrupção de menores, sendo que, têm tantas meninas de 12 anos que já beijam na boca e tudo mais, porque prender duas jovens quase adultas por causa de um beijo? Isto é algo banal!
Em minha opinião a policia deveria estar preocupada em acabar com a criminalidade no nosso estado do Rio de Janeiro, que sofre bastante com a violência, tem tanta coisa importante para os policiais e as pessoas se preocuparem do que ficar prendendo e denunciando duas pessoas que estão apenas se beijando, sendo que, têm tanta gente que faz coisa pior nos blocos de carnaval e não são denunciadas.
Acho isso uma hipocrisia se fosse um homem e uma mulher de 15 anos se beijando duvido muito que houvesse algum tipo de denúncia, acho que foi um preconceito ridículo da parte desse senhor de 50 anos e elas não mereciam ser presas apenas por se beijarem e trocarem afetos no carnaval.
O Brasil tem muita coisa para se ficar atenta quanto à política, segurança nacional e outros assuntos do que ficar denunciando um simples beijo, quem nunca beijou na vida?
Quem quiser comentar a respeito, sintam-se a vontade para comentar abaixo.
Um grande abraço.
Estou numa fase boa de alegria e felicidade
18/02/10
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

Venho compartilhar meu sentimento de alegria e felicidade por qual estou passando, várias coisas boas se concretizando e dando mais força para eu continuar em frente. Estou numa fase de satisfação em que me sinto feliz e me sinto mais perto dos meus objetivos, entenda o porquê lendo este post.
Felicidade amorosa
Um dos principais motivos para eu estar tão feliz é eu poder demonstrar meu amor e carinho pela Jade Leticiah Moreno, essa mulher eu já a conhecia mas pude conhecer bem melhor no carnaval, pude beijar-la, pude acariciar-la, eu pude demonstrar o que eu falo é realidade e o que sinto por ela é verdadeiro. E mais um motivo para eu ficar feliz foi este post no Blog da Jade Moreno no qual me sinto muito feliz e lisonjeado com as lindas palavras dela. Essa mulher escreve muito bem e espero que eu possa fazer parte de muitos textos ótimos que ela irá escrever ao longo do tempo.
Carnaval 2010 foi maravilhoso
16/02/10
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover, hoje venho só com coisas boas, pois eu pensando que passaria o carnaval em casa e não faria nada, meu carnaval foi maravilhoso porque me encontrei com a Jade e as amigas dela.
Sábado de carnaval
No Sábado de carnaval a Jade me chama para sair e eu topo daí eu me arrumei, me preparei e parti para Cascadura um bar GLS que tem por ali, foi eu, Jade, Leticia e mais um rapaz que não me recordo o nome, eu comecei a conversar com a Jade como sempre linda e maravilhosa, conversamos sobre diversas coisas, falei o que sinto por ela e rolou um clima agradável, trocamos amor e carinho a noite toda, entre beijos e carinhos nós conversávamos sobre outros assuntos, riamos sobre algumas coisas e assim ia a noite.
Desrespeito com as Trans e identidade de gênero
13/02/10

Olá a todos os leitores do Diário T-Lover, recentemente eu li no Blog da May um relato chocante de desrespeito com as Trans e identidade de gênero. Veja abaixo o relato tirado do blog da May:
“Amigos estou dividindo com vocês uma situação por que passei hoje em São Paulo no Posto de Bilhete Único Especial – estação Marechal Deodoro do metrô.Levei algumas horas pra conseguir me reequilibrar e escrever este relato, na forma de resumo do que aconteceu durante mais ou menos uma hora dentro desse recinto público, e espero que sirva como um caso que expresse a vivência de tantas outras pessoas que devem passar por estes problemas e sentimentos todos os dias. Espero que consigamos mudar esta e outras formas de se lidar com um cidadão, especialmente nos ambientes de serviço público… ———————– Hoje, 8 de fevereiro de 2010, após uma longa jornada em médicos, peritos, assistentes sociais e outros corredores do SUS, fui, de posse dos documentos necessários, fazer o cadastro para obtenção do meu bilhete único especial, no posto da estação Marechal Deodoro. Na semana passada eu já havia ido ao posto do Shopping Light tomar as devidas informações com relação a questão do uso nome social nos laudos médicos necessários, para evitar problemas, pois o meu cartão do SUS está registrado com meu nome social em simpáticas e vitoriosas letras. A atendente daquele posto me disse que não haveria problemas, e que eles encaminhariam o processo com o nome conforme o que constasse nos laudos médicos. Chegando lá hoje então, uma simpática atendente com o nome de Ana analisou a documentação, e percebeu que nos laudos constavam meu nome social e nome de registro. Após todos os esclarecimentos de praxe, ela me disse “Sem problemas, eu só preciso verificar com meu supervisor como iremos fazer isso, pois o espaço para impressão do nome no bilhete é pequeno”. Ela chamou o supervisor, que escutou a questão que ela colocava. Nossa, foi impressionante a mudança nos seus olhos, conforme ela falava. Ele se virou pra mim e disse: “Cadê o RG?”. Quando lhe ofereci começaram os insultos. Disse “NÃO TEM NADA DISSO. TEM QUE TRAZER UM LAUDO COM SEU NOME” Eu então tentei explicar que o meu nome é Carla, que eu passei por uma cirurgia de adequação genital, por ser transexual, e que tenho um processo judicial ainda em tramitação para mudança, etc. e ele foi logo me cortando, bem alto e em bom tom: “SEGUINTE MEU SENHOR, AQUI NÃO TEM NADA DISSO. SEU NOME É ALEXANDRE. SEU PROBLEMA PESSOAL VOCÊ PODE BRIGAR COM QUEM QUISER, COM A JUSTIÇA, MAS AQUI É DO JEITO QUE EU QUISER”. Olhei pros lados e a essas alturas todos tinham parado de fazer tudo, os atendentes, os usuários, estavam todos olhando pra minha cara. Eu pedi a ele que pelo menos me tratasse em público com meu nome social, além do mais estava uma ila de pessoas que aguardavam atendimento, todas me olhando. Ele respondeu “Eu vou tratar com este nome que está aqui no RG”. Eu insisti, com toda a educação e voz baixinha que eu tenho, como vocês me conhecem, que por favor respeitasse a minha identidade de gênero. Inclusive o meu cartão do SUS apresentado a ele já traz a menção ao sexo FEMININO, conforme pedido pelos médicos da UBS onde sou atendida, que constatam minha história. Ele respondeu perante todos: “QUE IDENTIDADE NADA. VOCÊ É UM HOMEM, RAPAZ” Eu insisti em perguntar se ele não poderia me respeitar como cidadã. Ele nem me deixou terminar e respondeu com todas as letras “NÃO, NÃO VOU RESPEITAR. AQUI O TRABALHO É PRESTAR ATENDIMENTO” Eu falei que existia um decreto municipal do uso do nome social na prefeitura muito recente, que talvez ainda não tivesse chegado ao seu conhecimento, etc.. ele me cortou: “QUE HISTÓRIA DE DECRETO, NINGUÉM É LOUCO DE ASSINAR UM NEGÓCIO DESSES” Eu insisti para que ele procurasse saber. Ele foi até o telefone levando meus documentos. Passou um minuto e voltou dizendo alto me devolvendo o RG: “ALEXANDRE, não existe isso”. E voltou para o fundo da sala. Vendo todo aquele constrangimento, que já se extendia por mais de 10 minutos, a atendente me sugeriu “Vamos fazer no seu nome de registro mesmo, pra você evitar mais problemas, etc..” Eu disse que sim, que assim seria. E então ela começou a registrar o cadastro com o no nome de registro, e a surpresa maior foi que ele gritou lá do fundo da sala “O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? EU NÃO VOU ACEITAR ESSE LAUDO”. Eu ainda insisti, com educação, perguntando se ele não poderia levar a justificativa à SP Trans com cópia do meu cartão do SUS, pra justificar que o médico havia colocado os dois nomes.. ele respondeu: “NÃO VOU FAZER NADA, ESSE LAUDO É DE UMA PESSOA QUE NÃO EXISTE”. Eu disse a ele que eu existia sim, que estava ali, uma cidadã, correta, limpa, de 37 anos… Ele apenas respondeu que não existia, e que se eu insistisse, ele disse “EU AINDA MANDO TE LEVAR POR FALSIDADE IDEOLÓGICA” Nessa hora as próprias funcionárias pareciam não acreditar Eu fui até um senhor que estava saindo perguntar se ele poderia ser minha testemunha e todos ficaram observando, ele pareceu constrangido pelo olhar do sr. Lima e apenas me negou dizendo .. “eu tenho medo que e fizer isso, do jeito que eu vi aqui, nem os meus documentos eles fazerem”. Eu voltei até a funcionária e ainda perguntei a ela.. “Você pode confirmar o que você está vendo aqui, se eu chamar um diretor?”, ela respondeu “Infelizmente eu não posso, pois irei perder meu emprego”. Eu peguei o telefone e comecei a ligar para o CADS, depois Centro de Referência, etc, mas naquele horário as pessoas estavam em reuniões. Gastei todos meus créditos em mais de 20 minutos de conversa, enquanto eles fechavam as portas. A assistente social do CR me retornou dizendo que estava tentando entrar em contato com o advogado do Centro. Nesse momento as portas estavam fechadas, e estava eu lá, com uns 5 ou 6 seguranças fechada dentro daquela sala..Eu via o sr Lima a uns 10 metros de distância rindo com eles contando a cada um que chegava sobre mim, e eu escutei ele pronunciando a palavra “TRAVECO” por diversas vezes. E os seguranças se curvavam de rir. A cena, eu gostaria muito que este relato chegasse à SPTrans e que eles pedissem a gravação das câmeras de segurança pra comprovar as imagens. Vão poder ver e imaginar como eu estava me sentindo – um animalzinho acorrentado no meio de um circo. Nessa hora eu, ainda sentada no banquinho da espera, liguei para um amigo da Secretaria de Justiça, ele me orientou o que eu deveria fazer, e disse que se eu ficasse ali eu estava arriscada a ser agradida. Mas que o correto seria eu procurar mesmo a ajuda policial se isso ocorresse. Eu perguntei então ao segurança se eu poderia ficar ali esperando alguém pra me ajudar a resolver, ele foi ter com o sr. Lima, que nesse momento parou de rir, e voltou dizendo: “Ele disse que se você ficar aqui VAI EMBOLAR O MEIO DE CAMPO”. Saiu o sr Lima e logo voltou, com mais dois seguranças, desta vez armados. Uma era mulher. Eu achei que fossem policiais e pensei.. “Bom, que bom, agora ele vai pelo menos parar com os insultos”. Mas acho que eram seguranças do próprio metrô. E ficaram de longe. Em nenhum momento me exaltei. Mesmo tentei manter a serenidade pra tentar fazer com que ele me escutasse e mudasse a imagem que parecia ter de uma pessoa como eu. Nessa hora um medo tomou conta de mim. Eu já comecei a imaginar o que eu poderia sofrer lá dentro com aqueles seguranças armados e resolvi sair. Quando passei no meio deles, pareciam que queriam me chutar. Um deles abriu a porta, e ainda deu pra escutar da calçada e perceber com rabo de olho, o riso de escárnio desse senhor José Lima. Bem transtornada, nem sei como consegui caminhar de volta ao posto de saúde da Barra Funda, onde fui até a assistente social para “corrigir” meu nome no laudo, conforme ditado pelo responsável pelo posto José Lima, mas a funcionária me encorajou a fazer valer meu direito. E ainda acrescentou.. “existe um decreto. Assinado pelo sr. Kassab. Acho que o Kassab não iria gostar nadinha de saber que estão fazendo isso com o que ele determinou”. Daí eu decidi..Amanhã eu irei novamente ao posto Barra Funda. E tentarei novamente fazer o meu cadastro para emissão do meu novo bilhete. Mas desta vez vou com testemunha. Nestes meus 37 anos, e 5 aprendendo com a militância dos direitos humanos LGBT, esta é a primeira vez que trago a público uma denúncia de discriminação e preconceito ocorrido comigo. As frases que foram proferidas pelo senhor José Lima eu coloquei a íntegra, exatamente como saíram da boca dele, sem nenhum acnto a mais, nenhum a menos. Até porque lembro de cada palavra, até porque cada palavra ficará guardada, infelizmente, e como tantas outras violências que sofremos todos os dias, não conseguimos apagar tão fácil. Isto aí acima acontece todos os dias, em diferentes graus de intensidade de preconceito, mas agora com esse decreto, me sinto no direito de publicamente cobrar o direito que me disseram que eu tenho. E que nunca havia cobrado. Como todas as outras travestis e mulheres e homens transexuais, vivemos sendo constrangidas em muitos dos momentos dos nossos dias, por conta de ter atributos diferentes do sexo que aparentamos. Ou porque nos atribuíram nome, sexo, e comportamento que são diferentes do que nós temos na realidade, e da forma como realmente vivemos. E agora está na hora de faermos jus às poucas vitórias que conquistamos. Carla Machado”
















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