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Drag Music bate cabelo (Youtube)

Mais uma Drag Music para quem gosta de bater cabelo hahahaha, a música é maneira, vale a pena curtir

Robytt Moon Its not right but its Whitney Huston

Gustavo Don: O Senado de Pilatos – PLC 122

Fonte: Blog do Gustavo Don

por Juliana Matos

Ao visitar a página do Senado Federal, fui surpreendia pela exposição da seguinte enquete popular: Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais? (grifo nosso)

Esta enquete, que segundo o Senado, é meramente opinativa (e não consultiva por parte dos Senadores), visa abrir um debate público no sentido de saber a opinião da sociedade sobre a criminalização ou não da discriminação por orientação sexual.

Conforme grifamos acima, a própria enquete revela um detalhe interessante e que, ao que parece, passou despercebido pelo seu idealizador: a mesma questiona se o cidadão que irá responder ao questionamento é a favor ou contra a aprovação do projeto de lei que visa punir a discriminação contra homossexuais.

Numa leitura apurada, percebe-se que a própria pergunta afirma uma realidade: a da discriminação contra homossexuais. Ela existe. Tanto é verdade que foi criado um projeto de lei. E mais verdade ainda pelo fato de se realizar uma enquete para saber se esta discriminação deve ou não acabar.

Ora, o próprio criador da enquete está afirmando que a discriminação existe, que um projeto de lei para coibir isso também existe e, apesar disso, ainda pergunta à sociedade se esta é a favor ou contra a discriminação de homossexuais.

Façamos uma inversão dos termos. Ao invés de homossexuais, vamos substituir a expressão por outra: negros, por exemplo. Aí teríamos a seguinte enquete:

Você é a favor da aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra negros?

Façamos o mesmo exercício substituindo a expressão “homossexuais” por outros seguimentos sociais:

- Você é a favor da aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra idosos?

- Você é a favor da aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra portadores de deficiência?

- Você é a favor da aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra judeus?

- Você é a favor da aprovação do projeto de lei que pune a discriminação contra senadores? (senadores não podem ser discriminados, é claro!)

Não obstante alguns já estejam devidamente amparados pela Lei (judeus, negros, nordestinos etc), o exercício se revela interessante.

A questão me lembra a personagem Dra. Lorca, do programa Zorra Total: “negros não pode”, mas “homossexuais pode”?

Só para lembrar aos Senadores um detalhe muito importante: o art. 3º, inciso IV, da Constituição Federal, diz quais são os objetivos da República:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
[...]
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

O sábio criador da referida enquete, objeto da presente reflexão, está perguntando à população se discriminar gays deve ser considerado ilegal ou não, quando está claro na Constituição que qualquer forma de discriminação é proibida. Não é o povo quem deve dizer isso por meio e uma enquete, é a própria Constituição Federal quem diz que não pode. Não importa quem sejam: negros, índios, idosos, tatuados, homossexuais ou até senadores. Todos estão amparados pela égide da Carta Constitucional.

Logo que foi ao ar, esta aberração virtual, proposta pelo Senado Federal, iniciou uma guerra de forças nunca antes vista na Internet: de um lado, religiosos de todo o canto pipocando desesperadamente, em todas as comunidades possíveis, incitando todos os segmentos contrários a votarem na opção “não”. Estamos num país democrático, e este não é o “x” da questão. O problema é que os contrários encontraram um forma de burlar o sistema e votar mais de uma vez. Percebendo que os adeptos do “não” estavam tentando demonstrar uma desaprovação que não existe na realidade, os homossexuais e simpatizantes a favor da opção “sim” para o projeto começaram a fazer o mesmo, afinal, a desonestidade começou justamente do lado opressor. Quem é oprimido está farto disso e luta com as mesmas armas, se necessário for, a fim de ter seus direitos tutelados. O resultado é que a enquete está longe de refletir a opinião real dos internautas, e seja qual for o resultado, não irá refletir a verdade.

Esta enquete nos remete a um determinado fato religioso que se perpetua através dos últimos 2000 anos contados de geração a geração. Rezam alguns segmentos religiosos que um homem foi julgado de maneira injusta porque o seu juiz, aquele que tinha o poder de vida e de morte sobre ele, decidiu ouvir “a voz do povo”. O resultado foi que o povo trocou a vida de um homem bom pela de um assassino. O homem bom foi crucificado um pouco depois do juiz ter lavado as mãos.

Será que é isso que o Senado aparenta fazer? Lavar as mãos, como fez Pôncio Pilatos? Eximir-se de votar o projeto de lei a casa legislativa não pode, mas durante a votação do projeto de lei, ninguém tenha dúvidas de que muitos usarão o argumento da enquete falaciosa para justificar sua negativa contra a aprovação do projeto de lei que salvaguarda homossexuais de um crime. Sim, foi isso que eu disse: crime. Os homossexuais estão tendo seus direitos violados criminosamente, todos os dias, enquanto o Senado se prontifica a realizar uma enquete para saber se o povo é a favor ou contra discriminar gays e lésbicas.

O fato é que não se deveria, em hipótese alguma, consultar o povo sobre os direitos que envolvem um grupo. Mesmo que seja uma “brincadeira virtual”, sabemos que o Senado Federal não existe para brincar. Foi colocada uma questão no ar e chamou-se a população virtual para opinar. É contra a democracia pedir para uma maioria opinar sobre o destino, a vida, a segurança e a felicidade de uma minoria. É uma piada, para não ter que dizer vergonhoso.

O argumento será, certamente: “a voz do povo é a voz de Deus”, pois o que não faltam são políticos religiosos e fervorosos que se esqueceram de que a Bíblia não é a Constituição Federal.

Também não nos esqueçamos que a mesma “voz do povo, que é a voz de Deus” foi aquela que mandou Jesus Cristo para o calvário. Farão o mesmo com os homossexuais?

Lavem as mãos, senhores Senadores. Lavem as mãos e cometam um novo erro histórico. Existem várias formas de se entrar para a história e uma delas é por meio da omissão.

Vide Pôncio Pilatos.

Estou mandando o texto acima para o Senado Federal. Quem quiser fazer o mesmo, eis o email: agencia@senado.gov.br

Ótimo texto do meu amigo Gustavo Don da comunidade Homofobia Ja Era. Vamos votar e demonstrar nossa força, pois o PLC ao contrário que muitos chamam de mordaça gay, na verdade é uma proteção para todos e principalmente para a classe GLBT que sofre discriminação, preconceito e a homofobia.

Visite http://gustavodon.blogspot.com/

Estudo vai analisar diversidade sexual nas escolas

Fonte: Mix Brasil

A forma como a diversidade sexual é encarada nas escolas públicas brasileiras será o tema de um estudo qualitativo feito pela ONG Reprolatina, que atua na promoção de saúde sexual na América Latina.

O objetivo é identificar eventuais dificuldades das escolas diante das diversas orientações sexuais e identidades de gênero para propor a elaboração de políticas públicas específicas.

A partir do fim de novembro, pesquisa vai visitar quatro escolas da rede pública de ensino em cada uma das 11 capitais selecionadas: Natal, Recife, Goiânia, Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Manaus e Porto Velho.

Acho interessante este estudo para analisar e acompanhar sobre a diversidade nas escolas, pois os GLBT costumam ser bastante discriminados nas escolas por causa de sua orientação sexual. E seria bom se houvesse algum programa de conscientização de que é natural ser gay, lesbica ou Transexual e que não há nada de errado com relação a isto.

Beijos

Casa da Maitê: Tenho vontade de terminar meu casamento e ir morar com uma travesti. Será que por gostar de travesti eu sou gay?

Texto tirado do site http://www.casadamaite.com/node/7991

Olá tudo bem? Eu me chamo Guilherme tenho 32 anos e sou casado, mas tenho muita atração por travestis. Tenho vontade de terminar meu casamento e ir morar com uma travesti. O que será que devo fazer pois, no momento, estou gostando mais de travesti do que de mulher, e isso eu não consigo mais controlar. Será que por gostar de travesti eu sou gay?

LETICIA LANZ RESPONDE:

Caro Guilherme,

Gostar não depõe contra ninguém. Odiar, sim, é fato muito feio e vergonhoso. Ter prazer não é vergonha pra ninguém. Desconforto e desprazer são, sim, coisas muito feias e vergonhosas. Todo mundo devia fazer tudo para ser feliz pois, pessoas infelizes, acabam contribuindo para que outras pessoas sejam infelizes também.

Senti você confuso não apenas quanto ao seu sentimento, mas também – e sobretudo – quanto à sua sexualidade. “Será que eu sou gay?” é algo que parece lhe incomodar muito mais do que a idéia de “correr atrás do seu desejo, fazendo aquilo que lhe dá prazer”. Essa preocupação “mais do que exagerada” pela orientação sexual é muito comum entre homens, cuja educação estimula tanto um “embotamento” dos sentimentos quanto um medo tremendo de “manchar a própria masculinidade” praticando alguma forma de “sexualidade errada”.

Acontece que não existe nenhuma sexualidade certa e nenhuma sexualidade errada. Apenas “convencionou-se” que homens devem fazer sexo com mulheres, assim como mulheres devem fazer sexo com homens. Essa é uma idéia baseada na crença (basicamente religiosa) de que o sexo é algo sujo e pecaminoso, devendo destinar-se exclusivamente à reprodução.

Você, felizmente, está descobrindo que o sexo é uma infinita fonte de prazer existencial. E que, felizmente, vai muito além do simples propósito de reprodução.

As mulheres evoluíram muuuuuuuuuuuuuuuuito nesse sentido. Inclusive, já são capazes de se reproduzirem por si mesmas, sem nenhuma ajuda presencial de um homem. Basta que decidam por ter um filho e se dirijam a um Banco de Sêmen…

Os homens, ao contrário, permanecem na “idade da pedra”, em termos de sexo, sexualidade e prazer.
Sua maior preocupação não é a de “ter prazer” mas a de “manter a imagem da masculinidade”. Morrem de medo de “não serem” ou “deixarem de ser homens”, por terem feito isso ou aquilo que, dentro do vetusto e ultrapassado “código da masculinidade” possa vir a depor contra eles.

Já notou que as mulheres nunca “se pelam” nessa dúvida cruel de se são ou não mulheres por fazerem isso ou aquilo? Elas não estão nem aí. Brincam entre elas, andam de mãos dadas na rua, se beijam, se abraçam, dormem juntas, vestem-se com roupas masculinas, etc, etc, sem jamais “entrar em parafuso” com essa pergunta absolutamente ridícula: será que eu sou gay?

E se você for gay, hein? Que diferença faz? Em que é que o fato de você ser ou não gay vai contribuir para que você seja uma pessoa melhor ou pior nesse mundo? Quem lhe disse que o “certo” é ser “hetero” e o “errado” é ser gay, como você deixa transparecer na sua pergunta tão “perturbadora” quando “desproposital” e nonsense: – será que eu sou gay por gostar de travesti?

Notou que lhe importa muito menos o fato de “gostar” – que deveria ser o seu principal objeto de atenção – do que o fato de “ser gay”, que não tem a menor importância no contexto da sua felicidade e satisfação pessoal nesse mundo?

Será que você está querendo dizer que é preferível sofrer, padecer, reprimir-se e repudiar o seu desejo por travesti do que “correr o risco” de ser reconhecido como “gay” pelos outros? Você não acha muita tolice desprezar o seu “desejo real” em nome da manter uma “fachada” daquilo que a sociedade chama de masculinidade?

Antes de mais nada, diga-me o que é ser homem? E diga-me, também, o que distingue um homem de uma mulher ou de uma travesti? A propósito, o que é masculinidade? O que é feminilidade? Tente responder a essas questões e a sua cabeça vai dar um nó sem tamanho pois, apesar de serem coisas que a gente defende de unhas e dentes no dia a dia, ninguém sabe dizer exatamente o que é, exceto “moralistas”, “pregadores fundamentalistas” e outros embusteiros que baseiam suas conclusões dos seus próprios preconceitos e/ou se baseiam em idéias de cinco mil anos atrás ou mais.

Se a “sociedade” diz que a união deve acontecer entre um homem e uma mulher – e não entre um homem e uma travesti – caberá a você decidir como é que você deseja posicionar-se em relação a isso. Uma coisa é o que a sociedade diz; outra coisa é o que lhe diz o seu coração, o seu corpo e a sua cabeça. Para onde pende o seu “querer” mais íntimo e verdadeiro? O que vale são as suas respostas, não as respostas prontas que a sociedade tem para lhe oferecer.

Você gosta de fazer sexo com travesti? Faça. É isso que deixa você feliz? Pois então, o que está esperando? Ponha de lado essas perguntas tipo “isso é/não é coisa de macho?”, “isso é/não é coisa de gay?”, cujas respostas não terão jamais nenhuma importância concreta na definição da sua felicidade. E daí se for “coisa de gay”? E daí, se você for gay? Será que você será menos “você”, sendo gay, isto é, tendo orientação homossexual? Será que é bom pra você continuar vendendo por aí uma imagem de “macho hetero”, e vivendo uma vida miserável, totalmente infeliz por não estar sendo a pessoa que é e por não estar fazendo aquilo que o seu coração, seu corpo e a sua cabeça desejam?

Amar travestis não é crime e ser gay também não é. E o que importa mesmo é a relação entre duas pessoas humanas, independente de que rótulos elas tenham recebido por parte da sociedade.

A única consideração que eu teria para lhe fazer não tem nada a ver com você gostar de travesti e ser ou não ser gay. Como eu já lhe disse, essas coisas não fazem e não farão a menor diferença na sua história de vida.

O que realmente me chamou a atenção é de você estar casado com uma pessoa, no caso uma mulher, e estar tendo relacionamentos fora do casamento, motivado por insatisfação da vida a dois. Se fosse o contrário, ou seja, se fosse a sua esposa que estivesse se relacionando sexual e/ou afetivamente com outras pessoas você ficaria satisfeito com isso?

Em vez de você se perguntar uma tolice dessas – se é ou não gay por gostar de travestis – deveria se perguntar se é bom pra você permanecer dentro de uma relação sem querer realmente ficar nela. E pior: se é justo “trair” uma relação firmada com outra pessoa e que está lhe servindo apenas de “fachada pública” pois, como você disse, gostaria de terminar seu casamento e ir morar com uma travesti. Fora os eventuais problemas de promiscuidade da sua parte, que podem afetar a sua companheira, não é legal de maneira nenhuma trair os sentimentos ou os desejos de outra pessoa, seja ela uma mulher, um homem ou uma travesti, tal como você está fazendo, permanecendo dentro de um casamento onde você não se sente nem feliz, nem realizado nem satisfeito.

Ser ou não ser gay por gostar de travesti, repito, não tem nada a ver. São só preocupações machistas totalmente bobas e sem sentido. Pare com isso, ouça o seu coração, o seu corpo e a sua cabeça e vá atrás do seu desejo, da sua felicidade.

Agora, se não está bom ficar casado – seja com uma mulher, com um homem ou com uma travesti, pouco importa – se não é isso que você quer, caia fora da relação. Não fique ao lado de alguém só por conveniência, para manter uma “máscara” social aceitável. Isso faz muito mal, tanto pra você quanto pra outra pessoa.

Espero que você reflita sobre tudo isso e vá atrás do seu desejo. Você é a única pessoa que pode fazer por você.

Beijos,

Letícia Lanz

Se você tem alguma dúvida….. mande seu relato, com o maior número de detalhes possíveis e seja atendida no Divã da LANZ – um lugar especial que irá acolher seu coração e te mostrar novos horizontes. Escreva para casadamaite@gmail.com

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