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Projeto de lei irá permitir que travestis e trans usem o nome social em Roraima
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

Estava lendo no ASTRA Rio a notícia sobre o projeto de lei governamental que assegura a utilização do nome social pelas travestis e transexuais, quando do preenchimento de fichas de cadastros, formulários, crachá funcional e no sistema estadual de informática. Segue abaixo o trecho da notícia publicada no ASTRA Rio.
Depois de aprovado na Assembléia Legislativa, o projeto volta para sanção governamental e passa a beneficiar cerca de 400 pessoas com os nomes pelos quais se reconhecem ou são identificadas na comunidade.
Segundo a secretária da Promoção Humana e Desenvolvimento, Shéridan de Anchieta, esta ação demonstra o respeito da equipe de governo pelo grupo diversidade em Roraima.“Acompanhamos a luta deste grupo e queremos dar o primeiro passo, dando exemplo para a sociedade e garantindo que eles reconheçam em nós o apoio necessário para se sentirem pessoas respeitadas”, disse.
O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGT) da Região Norte, Sebastião Diniz Neto, explicou que o nome social já foi adotado em dez Estados.“Em Roraima não poderia ser diferente e a comunidade homossexual está muito feliz, pois com a ajuda do governo conseguimos vencer mais esse desafio na luta constante por dias melhores”, disse Diniz.
Viva Diversidade
Segundo Shéridan de Anchieta, a secretaria vai implantar, no próximo ano, o Viva Diversidade, um projeto que visa capacitar o público GLBT com cursos profissionalizantes dando oportunidade de inserção no mercado de trabalho.
Opinião do Diário T-Lover
Espero que esse projeto de lei seja aprovado para que as travestis e transexuais de Roraima possam ser tratadas no nome feminino, ter documentos, crachá e identidade com o nome social. Como sempre digo, as travestis e transexuais ficam constrangidas quando a atendente vê a mulher na sua frente e o documento de identidade no masculino, isso causa desconforto e com a PL aprovada ajudará e muito na inclusão social das trans na sociedade.
O interessante de tudo isso é que esse lance de nome social está se espalhando por todo o Brasil e logo veremos em todo o país as travestis e trans com seus respectivos nome sociais, sendo um passo a mais para a inclusão social das travestis e ajudarem a tirar elas da marginalidade.
O que você acha disso? Compartilhe sua opinião conosco e sinta-se a vontade para divulgar.
Sistema de saúde e a demanda das travestis
Olá a todos os leitores deste blog,

Li no blog ASTRA Rio sobre o sistema de saúde precisa atender a demanda das travestis, disse o Ministro da Saúde Temporão. As travestis de todo o país juntamente com o governo federal lançaram nesta quarta feira (28) uma campanha de combate ao preconceito nos serviços de saúde do Brasil.
“Esta é a demanda mais importante das travestis, que têm o direito de cuidar de sua saúde. Elas têm problemas específicos e o sistema de saúde tem que atender às suas singularidades”, afirmou Temporão.
Trecho retirado do ASTRA Rio
A campanha “Sou travesti e tenho direito de ser quem sou” foi criada pelas próprias travestis com o apoio do ministério da saúde e da Secretaria Especial de Direitos Humanos. O objetivo é sensibilizar as pessoas e informar elas sobre o preconceito e de que as travestis são cidadãs e merecem respeito além de informar as travestis sobre as formas de prevenção da AIDS.
Até quando as travestis e trans serão alvo da marginalidade?
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

Faço este post com certa indignação, pois li no Mix Brasil a notícia que em uma noite, duas travestis foram mortas a tiros em Maringá. Reproduzo abaixo a matéria do Mix Brasil:
Homens matam a tiros duas travestis em Maringá; mortes chegam a nove só em 2010
A Polícia Civil de Maringá, no Paraná, está investigando a morte de duas travestis na noite da última segunda-feira, 1º, na movimentada e central Avenida Colombo. As duas foram mortas a tiros, por volta das 21h, em pontos diferentes por dois homens que estavam em uma moto preta. Com as mortes, sobe para nove o número de travestis assassinadas na cidade só neste ano.
Segunda a polícia, Polaca, nascida Adelcio Silveira Lima, 36, e Edi, nascida Edmilson José dos Santos, 26, foram atingidas por dois tiros cada – elas estavam a cerca de 300 metros de distância uma da outra. Polaca chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu. Já Edi levou um tiro no rosto e morreu na mesma hora na avenida.
As duas estavam na Avenida Colombo, tradicional ponto de profissionais do sexo em Maringá, quando dois rapazes em uma moto preta passaram por elas. O que estava na garupa sacou o revólver e atirou contra elas, uma de cada vez. A polícia trabalha com duas hipóteses: acerto de contas por roubo ou desentendimento com clientes. Ninguém foi preso ainda.
Depois da noite de segunda, o número de travestis mortas em Maringá em 2010 subiu em poucos minutos de sete para nove.
Opinião do Diário T-Lover
Até quando as travestis e trans serão alvo da marginalidade? Até quando as travestis e trans vão ter que se prostituir para sobreviver, para ter o que comer e para ter onde morar? Até quando o estado ficará de “vista grossa” para isso tudo? Até quando o Governo ficará de braços cruzados em relação a isto tudo? Nove travestis mortas em Maringá em 2010!!!
É por essas e outras que bato na mesma tecla de sempre, falta muito para o Brasil evoluir e se tornar primeiro mundo, como pode um país do tamanho imenso que é o Brasil, com as riquezas naturais, paisagens geográficas, etc. Se somos administrados por governos omissos, se convivemos numa sociedade onde as travestis e trans são alvo de chacota por onde anda? Quando isso mudará?


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