Posts tagged prostituição
Cliente mata travesti a tiros por causa de R$10,00
Olá amigos leitores do Diário T-Lover,
![assassinato02[3] Cliente mata travesti a tiros por causa de R$10,00](http://diariotlover.com/wp-content/uploads/2011/05/assassinato023.jpg)
Depois de 4 dias em manutenção com o Diário T-Lover cá estamos de volta e trago hoje uma notícia triste e revoltante, travesti é baleada com 5 tiros na barra funda em São Paulo por que não tinha R$10,00 de troco para o cliente. A travesti foi assassinada em frente ao ponto onde costumava a se prostituir, na Rua Edgard Teotônio, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O irmão da vítima contou para uma equipe de TV que ela foi morta a tiros por um cliente, depois que não teve troco para dar pelo valor do programa. O criminoso estava em uma moto vermelha.
Segundo testemunhas, o assassino partiu na moto reclamando por um troco de 10 reais, e retornou armado. A travesti levou 3 tiros a queima roupa. A Polícia Militar do 4º batalhão foi acionada para atender a ocorrência por volta das 21h16min. Quando os militares chegaram ao local encontraram a travesti sem vida. Outra travesti que faz ponto no local conseguiu anotar a placa da moto.
O atirador não foi localizado, a travesti nasceu no Maranhão e aos 12 anos se mudou para São Paulo. Atualmente tinha o sonho de viajar a Europa. A jovem residia com o irmão no Jardim Iporanga, zona sul da capital. O caso será apresentado no 23º Distrito Policial, de Perdizes.
Ponto de vista
Um absurdo total esse caso de assassinato contra a travesti por causa de 10 reais, eu falei semana passada sobre crimes contra travestis aumentando assustadoramente, falei na Segunda sobre a agressão contra travesti em Três Lagoas e hoje mais um crime noticiado. Até quando as travestis e transexuais continuarão morrendo? A travesti estava em seu trabalho atendendo um cliente que por sua vez matou ela por não ter R$10,00 de troco.
Homofobia provocada por universitários contra transexuais em MS
Olá amigos leitores do Diário T-Lover,

Eu sou um cara que acompanha muito o Twitter e lendo na timeline de pessoas LGBT que eu sigo encontrei uma notícia do Jornal Diadia sobre homofobia provocada por universitários contra travestis em Três Lagoas localizados no estado de Matogrosso do Sul. O número de furtos, estupros e ações homofóbicas tem aumentado segundo a transexual Juliana Martineli.
O delegado regional, Vitor Fernandes Lopes, afirma não ter registros constantes de ato contra homossexuais, chegando a um registro por mês.
“Isso se deve ao fato de que muitos que sofrem algum tipo de agressão, por serem ameaçados, não registram BO (Boletim de Ocorrência) por medo”.
Mentes abertas?
Juliana relata que muitos transexuais já sofreram com atos homofóbicos por parte de universitários que utilizam o transporte público de Três Lagoas ou ônibus de outras cidades. “Quando eles passam, dizem palavrões e em muitos casos jogam pedras e urina em nós. Eles acham que ‘a gente’ é palhaço”.
Ainda na matéria a reportagem questiona o porquê da transexual estar se prostituindo ela diz que não é uma opção e sim uma condição, “Você alguma vez já viu um transexual atender em uma loja, ou em um supermercado, por exemplo? Isso é porque o mercado de trabalho é preconceituoso e por isso me prostituo, para poder sobreviver”, ressalta indignada.
A vulnerabilidade das garotas de programa com as DSTs inclusive HIV
Olá amigos leitores do Diário T-Lover,

Venho tratar um assunto que de interesse público em que diz respeito às DSTs (Doenças Sexualmente Transmissiveis) e a vulnerabilidade de quem trabalha na prostituição relacionado com essas doenças. Das doenças sexualmente transmissíveis a que mais preocupa ainda é a AIDS, a AIDS se espalhou na década de 80 gerando uma epidemia, nessa época a mídia taxava a AIDS como “peste gay”, como se fosse doença exclusivamente de gays.
Campanhas foram feitas para o uso do preservativo no ato sexual e medida anticoncepcional para se proteger da AIDS e outras DSTs. Mas tem uma classe que até hoje é vulnerável a esse tipo de doença são as que trabalham com prostituição, pelo fato de ela trabalhar com muitos clientes desconhecidos, muitas exigem o uso da camisinha, mas algumas se deixam levar pela grana e acaba topando receber mais para transar sem camisinha.
Além do sexo que é uma via de se transmitir e receber doenças há outras maneiras que fazem parte da realidade de quem vive na prostituição que são as drogas injetáveis e até mesmo o silicone industrial, levando em conta que muitas pessoas não se preocupam muito com a higienização na hora de aplicar o silicone. Por incrível que pareça algumas pessoas não se preocupam muito em usar camisinha na hora do sexo e nem toma cuidado com outros meios de se pegar uma doença sexualmente transmissível.
Documento Especial sobre travestis (1989)
Olá amigos leitores do Diário T-Lover,

Venho hoje com este post, pois eu estava vendo vídeos no Youtube e achei um documentário em um programa chamado Documento Especial de 1989 que passava na extinta TV Manchete, nesse documento especial a reportagem é sobre travestis mostrando como é a vida delas, dia-a-dia, vida na prostituição e tudo mais. É um documentário que vale a pena ser assistido para você ter uma noção de como elas era vistas nos anos 80.
O que me incomodou muito foi à utilização constante do artigo “O” para as travestis, mas eu relevo pelo documentário ser de 1989. Veja abaixo os vídeos e depois a minha opinião sobre esse documentário.
Drogas e prostituição, a exclusão da sociedade e o preconceito
Olá amigos leitores do Diário T-Lover,

Venho hoje com esse texto com um assunto que devo ter tocado muito no passado e poucas vezes aqui no blog que é a questão da prostituição e drogas, quando as drogas começam fazer parte da vida de uma garota de programa o que acontece com muitas travestis que são excluídas da sociedade e ter de enfrentar o preconceito. Drogas têm em todo lugar e em todo meio, mas a classe das travestis que trabalham como garota de programa fica vulnerável a esse tipo de entrada das drogas por diversos motivos.
Já comentei diversas vezes que vida de travesti não é nada fácil a começar pela família que ao invés de dar apoio à futura mulher, larga e as expulsam de casa. Os pais muitos por serem educados em um tipo de cultura onde o preconceito era maior e ser travesti para eles era quase uma “aberração”, quando vê o seu filho jovem se tornando uma menina para muitos deve ser uma situação difícil e delicada.
Algo que podia ser resolvido com a conversa, entendimento, os próprios pais pesquisando sobre transexualidade e tentar entender a mente dos filhos. Algumas famílias são mais liberais e aceitam o filho, mas diversas outras famílias por seguirem uma doutrina religiosa acabam tendo uma atitude violenta e o expulsa de casa, sendo esse menino que está para se tornar uma mulher fica desamparado tendo que procurar ajuda com outras travestis.
Grupo denuncia que rede de exploração de travestis deve continuar
Olá amigos leitores do Diário T-Lover,

Recentemente saiu uma notícia no Jornal Nacional sobre a rede de exploração de travestis em Belém que traziam elas para São Paulo e ser exploradas por cafetinas. Após essa denuncia e matéria no Jornal Nacional da rede globo, grupo denuncia que a rede de exploração deve continuar se medidas necessárias não forem tomadas.
Na mensagem o grupo exige “que o Estado ofereça as garantias necessárias de Saúde, Segurança e Assistência Social para que essas adolescentes não precisem fugir de suas realidades para terem seus direitos garantidos”. E completa: “é preciso ensinar essas famílias a conviver com a diversidade e a reconhecer suas filhas”. Veja a nota enviada ao Mix Brasil:
Documentário sobre travestis brasileiras, “boys from Brazil”
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

O leitor Ricardo me sugeriu que eu assistisse um documentário que se chama “Documentary about Brazilian Travestis” que relata o dia-a-dia de uma travesti que faz show, trabalha na pista tanto no Rio de Janeiro quanto na Europa, fala também de uma transexual que fez a cirurgia da mudança de sexo e também mostra o perigo do silicone industrial em algumas partes.
O documentário é antigo, por volta de 1994 onde as pessoas tinham outra visão e outras ideias, no documentário uma travesti chega a mencionar que na Itália quando um homem sabe que ela é travesti ele compra joias, paga jantar, trata como se fosse uma rainha e no Brasil é diferente.
Isso da certa ideia de que na Europa as travestis são melhores tratadas, ganham mais e tem mais chances de arranjar um homem para se casar do que aqui no Brasil.
Segue os vídeos abaixo em 5 partes.
Clique em mais para continuar vendo os outros vídeos.
Depoimentos do Memorial Travestis e Trans de BH
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

Venho hoje com um post interessante que são depoimentos do memorial Travestis e Trans BH. Depoimentos que contam a trajetória de travestis e transexuais que fizeram e fazem a sua história em Belo Horizonte. Um mosaico de vidas e sonhos que lança luz sobre realidades desconhecidas e nem sequer imaginadas pelo grande público.
O vídeo é muito interessante de assistir, conta um pouco sobre preconceito que estas sofrem, família, sociedade, escola e os caras que são machão de dia e durante a noite são as “mulheres”. Vale a pena ver e refletir.
Segue o vídeo em 2 partes.
Gostou? Então deixe seu comentário e sinta-se a vontade para divulgar.
À noite, como ela muda o comportamento das pessoas
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

Créditos da imagem: Blog Olhares
Venho hoje falar sobre a noite, como a noite é diferente, como as atitudes das pessoas parecem mudar durante a noite, como a noite é uma “maquiagem” para algumas pessoas que de dia se comportam de uma maneira e durante a noite mudam totalmente. À noite onde a mesma pessoa careta durante o dia, a noite passa a ser mais liberal. Venho falar como as pessoas são de um jeito durante o dia e a noite se tornam “outras pessoas”.
Ouço travestis e trans que trabalham na noite falando sobre cada caso que ocorre na pista, seja de caras com uma fantasia totalmente esquisita, ou aqueles que durante o dia demonstram ser uma pessoa e durante a noite é outra totalmente diferente. O mesmo homem que tira sarro da travesti durante o dia, a noite sai de casa, manda um caô para a mulher e pega seu carro para ir atrás de uma travesti.
Fico sabendo de casos de pastores, líderes religiosos, pessoas caretas e pessoas que tem um comportamento durante o dia de quem o vê nunca se relacionaria com uma travesti, mas a noite é a travesti que este procura. Nada contra o cara ir atrás de uma “mulher com algo a mais” porque ele gosta das travesti e tem medo de dizer isso. O que sou contra é a hipocrisia que impera a nossa sociedade.
Acho que já falei isso no blog, mas todos nós sabemos que as travestis e transexuais são alvo de preconceito, chacota, humilhação e fica a margem da sociedade. Tendo que seguir o caminho da prostituição e durante a noite que muitos que as hostilizam de dia, à noite está na pista a procura de uma travesti para fazer um programa e liberar suas fantasias sexuais.
Pelo que as travestis falam a maioria dos clientes às procuram para serem passivos, outros somente ativos e alguns ativos e passivos. Nada contra quem é passivo, mas o engraçado disso tudo é que o mesmo que faz o passivo durante a madrugada com uma travesti bem dotada é o mesmo que durante o dia a humilha, sacaneia e tira sarro das travestis.
O que eu fico de “cara” é a hipocrisia, porque como elas dizem “eles cospem no prato em que come” e tem sua vida normal, com suas mulheres, filhos, amigos, etc. Esse comportamento faz com que as travestis enxerguem os que se auto-intitulam “T-Lovers” somente a procura de sexo como “mariconas” (outra coisa que já falei bastante aqui no blog).
Penso aqui se a pessoa procura a travesti durante a noite, mesmo que seja para satisfazer suas fantasias, porque cargas d’água estes mesmos têm que chacotear as travestis quando é de dia? Para mostrar aos amigos o quanto você é “machão”? Tentando zoar o outro homem que assume seu gosto por travestis de “viadinho” enquanto o “zoador” vai todo dia pra pista para ser passiva de travesti?
Acho engraçado quando eu estou andando com travesti e vêm alguns engraçadinhos para querer tirar onda comigo, mas sei que esses mesmos sairiam com travestis à noite, mas a diferença é que eu tenho coragem e sou homem suficiente para assumir do que gosto, enquanto os “engraçadinhos” são uns covardes que precisam zoar os outros para se auto-afirmarem “homens”.
Esse negócio de auto-afirmação é coisa de quem é inseguro de sua sexualidade, pois quem tem segurança de sua sexualidade assume do que gosta e não precisa mostrar que é “machão” para os outros. Outra coisa engraçada de alguns ditos “machos” é que se ele curte ser passivo com a travesti é sinal de que todo homem que curte travestis também é passivo e quem diz que só faz ativo está querendo aparecer.
É totalmente ridículo esse tipo de discurso, sendo que cada um é cada um, não é porque que um curte ser a “putinha” das travestis entre quatro paredes que todo homem seja assim como ele.
Mas voltando ao assunto principal que é à noite, a noite é algo especial, pois curtimos as baladas, bares e restaurantes. A mesma noite em que as travestis saem para a pista para trabalho também é a mesma noite em que a caretice é deixada de lado e as pessoas vão à busca de algo “diferente”.
Finalizando acho que se cada um assumisse mesmo que para si do que gosta e o que faz, não viesse a chacotear as travestis que tanto procuram durante a noite e que se realmente um cara quer uma relação séria e ser levado a sério, ele assumir o seu gosto pelas travestis, acho que seria tudo diferente. Mas falta coragem, infelizmente. Mas cada um sabe o que faz da sua vida.
Este post foi mais pra refletir como as pessoas mudam e como a noite mascara a personalidade de algumas pessoas que pagam de moralista de dia e a noite sai à caça daquelas que eles tanto criticam.
Gostou do texto? Sinta-se a vontade para deixar um comentário e divulgar.
Abraços.



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