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Travestis e o sistema penitenciário
Olá a todos os leitores do Diário T-Lover,

Venho hoje com o assunto que acaba ocorrendo com as travestis que trabalham na pista que é ir para a cadeia, pois a travesti de repente tem que se defender de um cliente covarde e a história vai parar na delegacia. E como a sociedade ainda é intolerante com as travestis assim como a polícia, elas acabam parando em prisões. Mas porque a travesti toda feminina, uma mulher vai parar em cadeia masculina? Lá elas sofrem todo o tipo de humilhação e é sobre isso que falarei neste post.
As cadeias aqui nesse Brasil como todo mundo sabe não recupera ninguém e até serve como uma faculdade do crime. Celas com capacidade de 100 pessoas são ocupadas por quase 500 pessoas, todas amontoadas tendo que se revesar para dormir por algumas horas. Condições subumanas e muito mais. Mas porque a travesti toda feminina que teve de repente que dar uma facada em um cliente para se defender e defender a sua própria vida acabam em celas masculinas?
O que acontece com isso é que a travesti que leva uma vida dura na pista acaba por ser humilhada na cadeia, se a travesti na cadeia não seguir as “regras” da cela, eles cortam o cabelo dela, espancam, estupram e uma série de barbaridades. Me lembro de um filme que vi no cinema LGBT onde mostra uma cena do preso tendo uma relação sexual com uma travesti, em condições subumanas os dois tinham prazer naquele espaço minúsculo e quente. A travesti no filme era respeitada dentro da cela, pois ela servia aos presos e um deles ia se casar com ela.
Sabendo disso os outros presos começaram a ficar de neurose, eram brigas constantes na cadeia e o mesmo cara que já tinha dado a aliança de casamento e totalmente abalado psicologicamente por causa da pressão pega um facão e esfaqueia a travesti enquanto os outros comemoravam e davam risada ao ver a cena. Essa foi uma cena forte do filme e que retrata a realidade na cadeia e a forma desumana de como é ali.
A travesti na cadeia por ter um corpo feminino e por trabalhar na pista acaba sendo uma forma de se aliviar sexualmente e ela tem que manter relações sexuais com os presos, sendo o preso tendo a travesti durante a semana e no final de semana ele nem sequer pode chegar nele, pois a mina de fé (A mulher do cara) vai fazer visita íntima. A travesti acaba por ser usada na cadeia como objeto sexual.
É verdade que existem aquelas travestis 171 que aplicam golpes e que exploram as travestis mais novas, essas com certeza vão pra cadeia algum dia. Mas tem travestis que tem a noite como forma de sobrevivência e lida com vários clientes, lida com clientes sóbrios, bêbados, perfumados, elegantes até os mais porcos, fedorentos e agressivos. Aí acontece que o programa rola e no final das contas o cliente decide não pagar pelo programa onde a situação fica tensa.
A vida na pista é cruel e sombria
Olá a todos os leitores que acompanham este blog,

Começo a semana falando sobre a vida na pista que muitas travestis tem que se sujeitar para sobreviver, eu já comentei em outros posts sobre a realidade e preconceito que as travestis sofrem. Não estou querendo dar a entender que toda a travesti vive a margem da sociedade, não é isso estou postando essas opiniões porque infelizmente essa realidade faz parte da vida de muitas travestis e serve também para você refletir antes de querer desprezar uma travesti achando que a vida dela é moleza.
Vi no Youtube nos favoritos do meu amigo que tem o Nick “ViciOzzo” uma reportagem do Profissão Reporter que fala sobre as travestis de Belém que vão para São Paulo se prostituir, muitas dessas moram em comunidades pobres em Belém e vão para São Paulo porque as cafetinas dizem que lá irão ganhar muito dinheiro e realizar seus sonhos. Mas quando chega na hora a realidade é bem diferente do que é dito.
Só acho que esses tipos de programa de reportagem poderiam também mostrar sobre travestis bem sucedidas, travestis empreendedoras que tem seu próprio negócio, emprego formal e vida longe das ruas, mas esta matéria mostra a realidade cruel das travestis nas ruas. É o que sempre digo quando a família expulsa de casa ela tem que sobreviver e algumas sem opção tem de ir para as ruas se prostituir.
Vejam abaixo a reportagem e logo em seguida falarei um pouco
Sei que é doloroso assistir este tipo de reportagem, mas infelizmente é a realidade que muitas travestis passam para poder sobreviver, se você ainda acha que travesti é apenas um “homem que se veste de mulher por capricho” você está redondamente enganado. Como uma amiga minha diz “Mulher é necessidade, travesti é luxo”, ou seja, a travesti tem necessidade de ser mulher e ser travesti não é para qualquer uma, pois tem que encarar muito preconceito e discriminação.
Travestis adolescentes e alvo de exploração
Venho falar hoje sobre as travestis adolescentes que descobrem a sua real sexualidade antes dos 15 anos de idade e já sabem que querem ser femininas, ter corpo de mulher e ser uma mulher. Como a nossa sociedade ainda é muito preconceituosa muitas não tem o apoio da família, muitas são expulsas de casa e tendo que se virar para sobreviver.
Prostituição, o caminho que algumas têm que seguir
Muitas travestis adolescentes ou iniciantes para se sustentar, ter dinheiro para tomar hormônios, fazer cirurgias, depilação e o principal de tudo, sobreviver, elas tem que seguir pelo caminho da prostituição, um caminho nada fácil, nada bom, mas é a única opção, já que elas são dispensadas do mercado de trabalho formal, muitas vão para a prostituição e começam a ser exploradas.


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