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Travestis reivindicam o uso do nome social nos documentos

Eu li no blog do ASTRA Rio a notícia que travestis reivindicam o uso do nome social nos documentos de identificação. As travestis aproveitaram a decisão da Receita Federal de incluir o companheiro ou a companheira como dependente na declaração do imposto de renda para reivindicar a inclusão do nome social nos documentos de identificação.

De acordo com a vice-presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, Marjoire Marchi, a medida não alcança a categoria da mesma forma que beneficia gays e lésbicas. Embora seja uma ótima iniciativa e importante na garantia de direitos para casais homoafetivos.

“Gays e lésbicas têm uma situação social confortável a ponto de suas reivindicações serem: menos preconceito no mercado de trabalho, na escola, a possibilidade da união civil e a criminalização da homofobia. Para nós, são bandeiras, mas não são as principais. Ainda precisamos existir nos nossos documentos. Não existimos para o Estado”, criticou.

Marjorie explica que sem direitos civis e sociais, mesmo que a união estável fosse aprovada no país, como ocorreu na Argentina há duas semanas, os travestis continuariam à margem das mudanças sociais.

“Travestis e transexuais têm inúmeros direitos negados, como frequentar uma escola, trabalhar. Nossa luta ainda está atrás da de gays e lésbicas, que já pensam no casamento. Eu não quero me casar, por exemplo, com meu nome de homem. Travestis não são homossexuais”, disse.

Trecho retirado do blog ASTRA Rio.

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